sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Reduzir gases-estufa a partir de 2016 evitaria secas e enchentes, diz estudo
Milhões de pessoas podem ser poupadas de secas e enchentes até 2050 se houver uma redução das emissões de gases do efeito estufa a partir de 2016 em vez de 2030, de acordo com estudo científico publicado neste fim de semana na revista "Nature Climate Change".
Especialistas britânicos e alemães explicaram que a redução imediata nas emissões poderia retardar alguns impactos por décadas e prevenir outros por completo.
Em 2050, um planeta se encaminhando para um aquecimento entre 2º C e 2,5º C, pode ter em 2100 duas possibilidades muito distintas, dependendo do caminho que se tome para chegar até lá.
Políticas que reduzam as emissões de carbono em 5% por ano até 2016 poupariam a exposição de até 68 milhões de pessoas a um maior risco de escassez de água em 2050, segundo Nigel Arnell da Universidade de Reading, do Reino Unido. Esse seria o melhor cenário possível.
Por outro lado, se as emissões caírem 5% anualmente a partir de 2030, o número de pessoas que escapariam desse risco ficaria entre 17 milhões e 48 milhões.
No cenário da redução a partir de 2016, entre 100 milhões e 161 milhões de pessoas poderiam ser poupadas de inundações. Já no cenário de 2030, o número de pessoas que se livrariam de enchentes ficaria entre 52 milhões e 120 milhões, indicou Arnell, diretor do Instituto Walker de mudanças climáticas da universidade britânica.
"Basicamente, em 2050, a política de 2030 teria entre metade e dois terços dos benefícios da melhor política (2016)", embora ambas apontem para uma mudança de temperatura similar, com elevações entre 2º C e 2,5º C em 2100. "Você pode atingir o mesmo ponto (de temperatura) no fim do século, mas os danos causados no caminho até esse ponto podem ser muito diferentes", complementa.
Sem redução de emissões = cenário trágico
Em um cenário sem restrições nas emissões, as temperaturas poderiam aumentar entre 4º C e 5,5º C, de acordo com a pesquisa. Com uma média de aquecimento global de 4º C, cerca de um bilhão de pessoas poderiam ter menos água em 2100 do que têm hoje, e 330 milhões poderiam ser submetidas a grande risco de enchentes.
Em um cenário sem restrições nas emissões, as temperaturas poderiam aumentar entre 4º C e 5,5º C, de acordo com a pesquisa. Com uma média de aquecimento global de 4º C, cerca de um bilhão de pessoas poderiam ter menos água em 2100 do que têm hoje, e 330 milhões poderiam ser submetidas a grande risco de enchentes.
Uma redução nas emissões em 2016 parece improvável, com as nações buscando adotar um novo pacto global sobre o clima em 2015 para entrar em vigor até cinco anos depois.
A última rodada das Nações Unidas de debates sobre o clima em Doha, no Qatar, em dezembro, fracassou na tentativa de impor antes de 2020 cortes nas emissões de países que não haviam assinado o Protocolo de Kyoto, ainda que cientistas tenham alertado que a concentração de carbono na atmosfera continua aumentando. Três dos quatro maiores poluidores do mundo - China, Estados Unidos e Índia - estão entre os que não se comprometeram a limitar as emissões.
Diversos pesquisadores acreditam que a Terra terá um aquecimento muito além dos 2º C da meta da ONU em níveis pré-industriais. "Claro que reduzir a emissão de gases-estufa não vai impedir por completo os impactos do aquecimento global, mas nossa pesquisa pode dar tempo para a elaboração de prédios, sistemas de transporte e de agricultura melhor adaptados às mudanças climáticas", disse Arnell.
Relatório da ONU fez alerta sobre poluição em excesso
Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgado em novembro alerta que, mesmo se os países aplicarem até 2020 políticas públicas que ajudem a reduzir a emissão de gases de efeito estufa, o limite máximo proposto pelos cientistas para aquela data terá sido ultrapassado.
Esse limite representa para a ciência climática estagnar a elevação da temperatura global em, no máximo, 2 ºC acima dos níveis pré-industriais ainda neste século. Segundo o documento, mesmo que todos os países cumpram nos próximos oito anos o que foi prometido em acordos climáticos firmados em conferências da ONU, eles ainda emitiriam 8 bilhões de toneladas (gigatoneladas) de gases a mais que o limite proposto para 2020.
Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgado em novembro alerta que, mesmo se os países aplicarem até 2020 políticas públicas que ajudem a reduzir a emissão de gases de efeito estufa, o limite máximo proposto pelos cientistas para aquela data terá sido ultrapassado.
Esse limite representa para a ciência climática estagnar a elevação da temperatura global em, no máximo, 2 ºC acima dos níveis pré-industriais ainda neste século. Segundo o documento, mesmo que todos os países cumpram nos próximos oito anos o que foi prometido em acordos climáticos firmados em conferências da ONU, eles ainda emitiriam 8 bilhões de toneladas (gigatoneladas) de gases a mais que o limite proposto para 2020.
O teto de emissões fixado por cientistas para 2020 é de 44 gigatoneladas de CO2 equivalente (medida que soma a concentração de dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e outros gases).
No entanto, há um cenário pior, caso nada seja feito. Se nos próximos oito anos nenhum governo cumprir o que prometeu e as políticas verdes deixarem de ser vistas como prioridade - acrescentando ainda o desenvolvimento econômico previsto para o período, as emissões de gases ultrapassariam em 14 gigatoneladas o limite calculado pelos cientistas.
Estrela mais antiga já vista tem mais de 13 bilhões de anos, diz estudo
Os astrônomos da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, identificaram a estrela HD 140283 como a mais antiga já encontrada no Universo, com pelo menos 13,2 bilhões de anos, podendo chegar até 13,9 bilhões de anos. A descoberta foi anunciada na quarta-feira (10), durante um encontro da Sociedade Astronômica Americana, em Long Beach, na Califórnia. "Acreditamos que essa estrela seja a mais antiga do Universo entre as que conhecemos, com uma idade bem determinada", disse o astrônomo Howard Bond, de Penn – como a universidade é conhecida. A HD 140283 fica a uma distância de aproximadamente 190 anos-luz do Sistema Solar. Ela vem sendo estudada há mais de um século e é formada quase inteiramente por hidrogênio e hélio, os mesmos componentes do Sol. Para determinar a idade da estrela, Howard Bond e sua equipe fizeram uma série de cálculos, usando as imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble. Primeiro, os astrônomos fixaram a distância entre a estrela e o Sistema Solar para, em seguida, medir o brilho do astro e calcular sua luminosidade. A equipe explorou, então, o fato de que a HD 140283 está em uma fase de seu ciclo de vida na qual o hidrogênio presente no núcleo está se esgotando. Nessa etapa, ocorre uma diminuição lenta da luminosidade da estrela, o que representa um indicador altamente sensível de sua idade. O resultado dos cálculos apontou que esse corpo celeste tem 13,9 bilhões de anos, com uma margem de erro de 700 anos para mais ou para menos. Se essa margem for considerada, a idade da HD 140283 não entra em conflito com a idade do Universo, já que o Big Bang é calculado pelos cientistas como tendo ocorrido há cerca de 13,7 bilhões anos. Outro astro, conhecido como "Methuselah 2" (Matusalém 2), já havia tido a idade calculada em 13,2 bilhões de anos, mas a equipe de astrônomos afirma que a idade da HD 140283 foi determinada com maior segurança.
Primeira e segunda geração
Para os cientistas, a HD 140283 faz parte de uma segunda geração de estrelas, criada após o Big Bang, por conter elementos mais pesados. A primeira geração se formou a partir do gás primordial, que contém baixas quantidades de elementos mais pesados que o hélio. Acredita-se que elas se originaram algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang. Os primeiros astros morreram milhões de anos depois, explodindo em uma sucessão de supernovas, e foram substituídos centenas de milhões de anos depois por estrelas como a HD 140283.
Para os cientistas, a HD 140283 faz parte de uma segunda geração de estrelas, criada após o Big Bang, por conter elementos mais pesados. A primeira geração se formou a partir do gás primordial, que contém baixas quantidades de elementos mais pesados que o hélio. Acredita-se que elas se originaram algumas centenas de milhões de anos após o Big Bang. Os primeiros astros morreram milhões de anos depois, explodindo em uma sucessão de supernovas, e foram substituídos centenas de milhões de anos depois por estrelas como a HD 140283.
Sistema Solar e é estudada há mais de um século
(Foto: Divulgação/European Southern Observatory)
fonte : http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/01/estrela-mais-antiga-ja-vista-tem-mais-de-13-bilhoes-de-anos-diz-estudo.html
Organização anuncia pré-requisitos para "colonos" de Marte
Empresa quer mandar pessoas a Marte antes da Nasa
Uma organização holandesa divulgou na semana passada os pré-requisitos para o "Programa de Seleção de Astronautas" para Marte. A Mars One - que se define como uma organização sem fins lucrativos - pretende estabelecer uma colônia no planeta vermelho em 2023 e afirma que a seleção dos voluntários começa já no primeiro semestre de 2013.
Segundo a organização, não é necessário treinamento militar, experiência de voo nem mesmo uma graduação científica. Contudo, os voluntários devem ser "inteligentes, ter bom estado mental e físico e ter o desejo de dedicar oito anos para treinar e aprender antes de fazer a jornada ao seu novo lar em Marte".
"Se foram os dias em que a coragem e o número de horas em um jato supersônico eram os principais critérios (de seleção). Hoje, estamos mais preocupados com o quão bem cada astronauta trabalha e vive com os outros para a longa jornada da Terra a Marte e para uma vida de desafios", diz Norbert Kraft, ex-pesquisador da Nasa - a agência espacial americana - e diretor médico da Mars One.
Os candidatos ainda precisam ter pelo menos 18 anos, "profundo senso de propósito, desejo de construir e manter relações saudáveis, capacidade de autocrítica e habilidade de confiar nos outros. Eles precisam ser resilientes, adaptáveis, curiosos, criativos e engenhosos". A organização afirma que não procura especialistas - como médicos, pilotos ou geólogos -, mas os candidatos passarão por um treinamento de oito anos, durante os quais desenvolverão "todas as habilidades requeridas em Marte".
A Mars One afirma que oito missões robóticas visitarão o planeta vermelho entre 2016 e 2021 para preparar uma colônia para os humanos. Os candidatos passarão por seleção e os quatro escolhidos para ir a Marte serão anunciados em um programa de TV.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Cientistas descobrem por que dedos enrugam na água
Pessoas com dedos enrugados pela umidade manuseiam melhor objetos molhados
Uma pesquisa realizada por cientistas na Grã-Bretanha indica que o fato de os dedos ficarem enrugados depois de algum tempo na água pode ser uma vantagem adquirida pelo ser humano durante sua evolução por milhares de anos.
Os cientistas da Universidade de Newcastle, no norte da Inglaterra, decidiram investigar a razão de os dedos ficarem enrugados na água por meio de um experimento.
Eles pediram a voluntários para pegar bolas de gude imersas em um balde d'água com uma mão e passá-las por uma pequena abertura para a outra mão, para colocá-las em outro local.
Os voluntários com os dedos enrugados pela umidade completaram a tarefa mais rápido do que os voluntários com os dedos lisos.
O estudo sugere que as rugas têm a função específica de tornar mais fácil o manuseio de objetos embaixo d'água ou de superfícies molhadas em geral, o que pode ter sido uma vantagem para os primeiros humanos quando procuravam por alimentos na natureza.
Primatas Por muito tempo, se acreditava que os dedos enrugados indicavam simplesmente o inchaço da pele devido ao contato prolongado com a água. Ou seja, tratava-se de uma reação automática, provavelmente sem nenhuma função.
Leia mais: Nova teoria sobre os dedos enrugados dentro d'água
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As últimas pesquisas, entretanto, revelaram que as rugas são um sinal de vasoconstrição como resposta à água, o que, por sua vez, é uma reação controlada pelo sistema nervoso.
"Se os dedos enrugados fossem apenas o resultado do inchaço da pele ao entrar em contato com a água, eles poderiam ter uma função, mas não necessariamente", disse o cientista Tom Smulders, do Centro de Comportamento e Evolução da Universidade de Newcastle.
"Por outro lado, se o sistema nervoso está ativamente controlando essa reação em certas circunstâncias e não outras, é mais fácil concluir que há uma função por trás disso que é resultado da evolução. E a evolução não teria selecionado essa resposta se ela não nos conferisse algum tipo de vantagem."
Segundo os cientistas, para nossos ancestrais, ter dedos que agarram melhor objetos úmidos certamente teria sido uma vantagem na busca por alimentos em lagos e rios.
Smulders disse que seria interessante, agora, verificar se outros animais, especialmente primatas, têm a mesma característica.
"Se está presente em muitos primatas, então minha opinião é que sua função original pode ter sido locomotora, ajudando a se deslocar em vegetação úmida ou árvores molhadas. Por outro lado, se é apenas em humanos, então podemos considerar que é algo muito mais específico, como procurar por comida dentro e à beira de rios."
Asteroide Apophis passa perto da Terra na quarta-feira
O asteroide Apophis vai passar a 14,5 milhões de quilômetros de distância da Terra nesta quarta-feira (9) às 22 horas (horário de Brasília), a maior aproximação do corpo celeste com o nosso planeta observada até agora. De acordo com astrônomos, o evento não representa nenhum perigo, já que a distância representa 36 vezes a distância da Lua com a Terra.
Descoberto em 2004, o Apophis teria uma chance em 45 de bater na Terra em 2029, mas estudos avançados descartaram esta hipótese. No entanto, ainda existe alguma chance dele colidir com o planeta em 2036 e a aproximação desta manhã vai ajudar a prever esta probabilidade.
Estima-se que Apophis tenha 270 metros de diâmetro, cerca de três vezes o tamanho de um campo de futebol.
Estima-se que Apophis tenha 270 metros de diâmetro, cerca de três vezes o tamanho de um campo de futebol.
Em 2029, o asteroide vai passar ainda mais perto da Terra do que nesta quarta-feira, a apenas 30 mil quilômetros de distância. Em comparação com a distância da Lua com a Terra é de 385 mil quilômetros e os satélites de comunicação orbitam a 36 quilômetros de distância da TerraNesta quarta-feira, no máximo de seu esplendor, o asteroide que recebeu o nome do deus egípcio da escuridão, não está tão visível a ponto de poder ser visto por um telescópio amador, mas o site Slooh transmitirá a passagem do cometa a partir das 22h (horário de Brasília) em inglês
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