sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Cientistas criam óculos que burlam sistemas de reconhecimento facial

Tóquio - Um grupo de cientistas japoneses desenvolveu óculos capazes de burlar os sistemas de reconhecimento facial e preservar a vida privada das pessoas que os utilizam, indicou nesta sexta-feira (25/1) o Instituto Nacional de Informática de Tóquio. Segundo o porta-voz do instituto, Isao Echizen, são necessárias medidas para evitar a violação da vida privada das fotografias tiradas sem consentimento.

Os óculos foram fabricados com plástico transparente e com linhas de luz que emitem raios infravermelhos (Isao Echizen)
Os óculos foram fabricados com plástico transparente e com linhas de luz que emitem raios infravermelhos


Os óculos, fabricados com plástico transparente, utilizam um sistema de luzes infravermelhas para interceptar a tecnologia de reconhecimento facial e servem para evitar que uma pessoa seja identificada por câmeras escondidas, explicaram seus inventores. 

Embora o sistema ainda seja muito volumoso (uma estrutura de plástico com luzes brilhantes e uma mochila para transportar as baterias), seus criadores afirmam que é uma melhora em relação aos sistemas existentes.

No ano passado, a União Europeia obrigou o Facebook a abandonar seu sistema de reconhecimento facial pelas queixas dos usuários sobre a proteção de sua vida privada.

Para pesquisadores, é possível conhecer todas as espécies vivas até 2220

Aranha-do-mar, do gênero Pseudopallene, recentemente identificada na Austrália: quantidade de espécies na natureza é estimada em 5 milhões (C. Taylor & C. Arango/Divulgação)
Aranha-do-mar, do gênero Pseudopallene, recentemente identificada na Austrália: quantidade de espécies na natureza é estimada em 5 milhões

Um dos maiores temores dos conservacionistas é imaginar que muitas espécies da fauna serão extintas antes mesmo que a humanidade chegue a conhecê-las. Não é um medo infundado: mudanças climáticas, caça ilegal, aumento da população mundial e interferência do homem nos ecossistemas foram responsáveis pelo desaparecimento de diversos animais, como o golfinho-baiji, o tigre-de-Java, o pica-pau-bico-de-marfim e espécies de tartarugas-gigantes. A situação, porém, pode não ser tão grave como se pensa. De acordo com um estudo publicado na edição de hoje da revista Science, nos próximos anos é mais provável que novas espécies sejam descobertas do que extintas.

Os pesquisadores das universidades de Oxford, Griffith e Auckland lembram que, na última década, 17,5 mil novas espécies foram descritas, com um pico de 18 mil em 2006. Ao contrário do que se imagina, os pesquisadores afirmam que, nesse ritmo, será possível catalogar quase todas por volta de 2220. Para chegar à data, eles fizeram um cálculo, utilizando a taxa de descoberta e o número estimado de espécies existentes na Terra, cerca de 5 milhões.

Cientistas transformam DNA em dispositivo para armazenar dados

Cientistas britânicos anunciaram um salto na busca para transformar o DNA em uma forma revolucionária de armazenamento de dados.

Uma seção de DNA criada pelo homem consegue armazenar montanhas de dados que podem ser congeladas a vácuo, transportadas e armazenadas, potencialmente por milhares de anos, afirmaram.

Os conteúdos são "lidos" decifrando-se o código genético - como é feito rotineiramente hoje - e transformando-os em código de computador.

"Nós já sabemos que o DNA é uma forma robusta de armazenar informação porque podemos extrai-lo de ossos de mamutes, que datam de dezenas de milhares de anos, para estudá-lo", afirmou Nick Goldman, do Instituto Europeu de Bioinformática (EBI) em Cambridge.

"Também é incrivelmente pequeno, compacto e não precisa de qualquer energia para armazenamento, além de ser fácil de transportar e manter", acrescentou.

O DNA, molécula da vida, é formada por uma dupla hélice de compostos - uma longa "escada" em espiral molecular, compreendendo quatro degraus químicos: adenina, citosina, guanina e timina, que se combinam aos pares. A citosina (C) combina com a guanina (G), enquanto a timina (T) combina com a adenina (A).

A sequência de letras compõe o genoma ou a estrutura química sobre a qual a vida é criada e sustentada. O DNA humano tem mais de três bilhões de letras, emaranhadas em pacotes de 24 cromossomos.

O projeto consiste em traduzir os dados genéticos para a linguagem binária do computador (0 e 1) e transcrevê-los em um código de "base 3" (ternário), que utiliza zeros, uns e dois.

Os dados são transcritos pela segunda vez como código de DNA, que se baseia em A, C, G e T. Um bloco de cinco letras é usado para um único dígito binário.

As letras são então transformadas em moléculas, usando produtos químicos de laboratório.

Segundo os cientistas, o trabalho não empregou DNA vivo, nem buscou criar qualquer forma de vida e, na verdade, o código feito pelo homem seria inútil para qualquer fim biológico.

"Não temos qualquer intenção de brincar com a vida", disse Goldman.

Apenas trechos curtos de DNA podem ser feitos, o que significa que a mensagem precisa ser cortada em pequenas seções de 117 letras, cada uma aderida a uma pequena etiqueta, como uma "comutação de pacotes" (técnica em que a mensagem é dividida e enviada em pequenos pacotes) na internet, o que permite que os dados sejam reagrupados.

Para provar sua teoria, a equipe codificou uma gravação em MP3 do discurso "Eu tenho um sonho", de Martin Luther King; uma foto digital de seu laboratório; um arquivo PDF do estudo de 1953 que descreveu a estrutura de DNA; um arquivo com todos os sonetos de Shakespeare; e um documento que descreve a técnica de armazenamento de dados.

"Nós baixamos os arquivos da internet e os usamos para sintetizar centenas de milhares de pedaços de DNA. O resultado parece com uma minúscula partícula de poeira", explicou Emily Leproust, da empresa americana de biotecnologia Agilent, que pegou os dados digitais e os utilizou para sintetizar moléculas de DNA no laboratório.

A Agilent enviaram por correio a amostra de volta ao EBI, na Inglaterra, onde os cientistas encharcaram o DNA com água para reconstitui-lo e usaram equipamento padrão de sequenciamento para desvendar o código. Eles recuperaram e leram os arquivos com 100% de exatidão.

O trabalho se segue a um avanço feito no ano passado, quando cientistas da Universidade de Harvard anunciaram ter armazenado 700 terabytes de dados - o suficiente para armazenar cerca de 70.000 filmes - em uma grama de DNA.

O novo método elimina o risco de erro na leitura do DNA, afirmam os cientistas, cujo trabalho foi publicado na edição desta semana da revista Nature.

"Nós pensamos, vamos partir o código em muitos fragmentos sobrepostos indo nas duas direções, com informação indexada indicando onde cada fragmento se encaixa no código geral, e fizemos um esquema codificado que não permite repetições", explicou Ewan Birney, co-autor do estudo.

"Desta forma, você precisaria cometer o mesmo erro em quatro diferentes fragmentos para falhar e isto seria muito incomum", emendou.

A informação se acumula maciçamente no mundo e o armazenamento de tantos dados é uma dor de cabeça. Discos magnéticos e ópticos são volumosos, precisam ser mantidos em ambientes frios e secos e são propensos a se degradar.

"A única limitação (ao armazenamento em DNA) é o custo", disse Birney, ressaltando que estes valores tendem a cair.

O sequenciamento e a leitura do DNA levam umas duas semanas com a tecnologia atual, portanto não seria recomendável para a recuperação instantânea de dados. Mas, seriam apropriados para dados armazenados entre 500 e 5.000 anos, como uma enciclopédia do conhecimento e da cultura humanas, por exemplo.

Francês de 15 anos ajuda pai numa investigação e publica na Nature




Neil Ibata ainda está no liceu, mas já publicou numa das mais prestigiadas revistas científicas do mundo JEAN-MARC LOOS/REUTERS


Neil Ibata diz ter tido sorte de principiante. Mas o francês de 15 anos deu uma ajuda determinante à equipa do seu pai, Rodrigo Ibata, numa descoberta do Observatório Astronómico da Universidade de Estrasburgo, em França. Afinal, as galáxias anãs na vizinhança de Andrómeda – a grande galáxia que está mais perto da nossa casa, a Via Láctea – giram em torno dela. O estudo foi publicado na Nature, uma das mais prestigíadas revistas de ciência, e Neil Ibata está entre os 16 autores que assinam o artigo.

A descoberta é o resultado de quatro anos de observação das estrelas destas galáxias anãs. Entre 2008 e 2011, uma equipa internacional com a ajuda dos telescópios Canadá-França-Havai e do telescópio Keck, dos Estados Unidos , mediu o brilho e a posição de milhões de estrelas que compõem as 27 galáxias anãs agora identificadas.

Depois, Rodrigo Ibata pediu ao seu filho para visualizar os dados na linguagem de programação Python – Neil Ibata tinha aprendido previamente a linguagem na Universidade de Estrasburgo. Quando fez a visualização destes dados, o filho reparou que as pequenas galáxias pareciam rodar em torno de Andrómeda.

Mas foi o pai que compreendeu o significado dos resultados. “As galáxias estão reunidas num disco muito plano de mais de um milhão de anos-luz de diâmetro que gira lentamente ao redor de si mesmo”, explicou na Nature. “Durante os últimos anos, os astrónomos pensavam que as galáxias ao redor das grandes estruturas como Andrómeda ou a Via Láctea não estavam repartidas de uma forma aleatória”, diz Rodrigo Ibata.

O astrofísico intuía o mesmo, já que, se as galáxias estivessem em posições aleatórias, isso poria em causa as teorias vigentes sobre a matéria negra e a formação das galáxias. O estudo confirmou de facto a intuição de Rodrigo Ibata.

Neil, que estuda no Liceu Internacional de Pontonniers, em Estrasburgo, explicou ao jornal francês Le Figaro que no início “não percebeu bem as implicações do que descobriu”. Só depois do pai e dos colegas lhe explicarem é que compreendeu o seu significado. O adolescente diz que o que aconteceu foi “sorte de principiante”. E em relação aos epítetos de “génio” e de “novo Einstein” que já chamam a Neil, o jovem responde com humor: “Não creio que vão ouvir falar sobre mim nos próximos dez ou 20 anos.”

Em 2015, a estação espacial vai ter um módulo insuflável


O módulo insuflável, numa apresentação na sede da NASA NASA 

Algures em 2015, uma espécie de balão acoplar-se-á à Estação Espacial Internacional (ISS), anunciou a agência espacial norte-americana NASA.

Trata-se de um módulo habitável insuflável, desenvolvido pela empresa Bigelow Aerospace e que deverá lá permanecer durante dois anos. Durante essa estada, a tripulação e os engenheiros no solo irão proceder a uma série de testes, nomeadamente da sua integridade estrutural, monitorizando ainda a taxa de fugas de ar.

Entretanto, uma bateria de instrumentos a bordo do módulo, baptizado BEAM (Bigelow Expandable Activity Module) irão realizar medições dos níveis de radiação e de temperatura interiores, para depois comparar estes dados com os dos módulos convencionais em alumínio. Os astronautas da ISS também deverão penetrar periodicamente no módulo para recolher dados e efectuar inspecções.

“Esta tecnologia deverá permitir avanços importantes [em termos] dos objectivos a atingir para permitir a permanência humana de longa duração no espaço”, diz Lori Garver, administradora adjunta da NASA, num comunicado da agência. “A ISS é um laboratório único para testar tecnologias inovadoras como o BEAM”, salienta, por seu lado, William Gerstenmaier, um dos responsáveis, na NASA, pelas área das viagens tripuladas.

O insuflável espacial deverá ser lançado pela empresa SpaceX no âmbito do seu contrato em curso com a NASA para o reaprovisionamento da ISS. Mais precisamente, isso acontecerá na oitava missão comercial da SpaceX, programada para 2015. Uma vez acoplado ao módulo Tranquility pelo braço mecânico da ISS, o módulo BEAM será enchido com ar que ele próprio transportará para o espaço.

No fim da sua missão, o módulo será ejectado da ISS, para se vir desintegrar na reentrada na atmosfera terrestre.

EUA ponderam acabar com experiências em centenas de chimpanzés

Só 50 chimpanzés serão necessários para experiências nos EUA, diz relatório RON PRIEST/AFP (ARQUIVO)

Os Institutos Nacionais de Saúde (NIH, sigla em inglês) dos Estados Unidos deverão desmantelar as 
experiências científicas que fazem em chimpanzés, defende um relatório publicado nesta semana. Dos 360 chimpanzés que eram objecto para a investigação do NIH, só 50 é que deverão ser mantidos, mas os centros que os tiverem serão obrigados a proporcionar-lhes melhores condições de vida.

Os Estados Unidos e o Gabão são os únicos países que ainda fazem investigação em chimpanzés, de acordo com o Instituto Jane Goodall do Canadá, um tipo de actividade científica iniciada em 1923. Em 2010, a União Europeia baniu esta actividade laboratorial.

“Finalmente, o governo compreendeu: os chimpanzés devem tanto viver num laboratório, como as pessoas devem viver em cabines telefónicas”, disse em comunicado o grupo norte-americano Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais.

A nova morada dos 310 chimpanzés será o Santuário de Chimpanzés, um parque com oito quilómetros quadrados de onde vivem mais de cem primatas desta espécie. O parque, no Noroeste do estado do Luisiana, tem floresta natural, estruturas para os chimpanzés treparem às árvores e fazerem ninhos, espaço para procurarem por comida, apesar de serem alimentados diariamente, e para se moverem em grupos.

A recomendação foi feita por uma comissão independente a pedido dos NIH. O pedido foi feito há um ano por Francis Collins, director dos NIH, depois do Instituto de Medicina dos Estados Unidos publicar um relatório onde considerava que a maior parte da investigação feita em chimpanzés nos Estados Unidos era desnecessária.

Collins terá 60 dias para aprovar ou não a recomendação depois de ouvir a opinião pública sobre este assunto. Mas no último mês, os NIH já tinham anunciado que iriam retirar 110 chimpanzés que estavam no Centro de Investigação Nova Ibéria, na Universidade de Luisiana em Lafayette, para o parque. Alguns deles já chegaram ao santuário.

O novo relatório de 84 páginas define normas mais restritivas para a investigação que ainda possa ser feita. Cada chimpanzé terá de ter pelo menos 93 metros quadrados de área aberta, acesso permanente ao ar livre com áreas para trepar e diferentes tipos de superfícies naturais. Os chimpanzés deverão viver pelo menos em grupos de sete indivíduos, para terem um ambiente social saudável. Todas as experiências terão de ser aprovadas por um comité independente.

Das nove experiências invasivas que estavam a decorrer, que incluem imunologia, doenças infecciosas, só três é que garantem estes critérios e vão continuar, diz ainda o novo relatório. Oito das treze investigações sobre comportamento ou estudos de genoma poderão continuar, mas terão de ser aprovados pelo comité.

O custo desta reforma será de 25 milhões de dólares (18,62 milhões de euros), de acordo com o jornal Washington Post.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

UFMG - Pós-graduação em Ciências Nucleares inscreve até o final do mês

atomo-stilizzatoNo próximo dia 31, encerram-se as inscrições para o processo seletivo dos cursos de mestrado e doutorado do programa de Pós-Graduação em Ciências e Técnicas Nucleares (Pctn) da UFMG. Acesse o edital aqui. Vinculado ao Departam
ento de Engenharia Nuclear da Escola de Engenharia, o programa oferece 10 vagas para o mestrado e 10 para o doutorado, concentradas nas áreas de Engenharia Nuclear e da Energia e Ciências das Radiações.


O ingresso ocorre no primeiro semestre de 2013, e os interessados devem se inscrever na secretaria do Programa, localizada no Bloco 4, sala 2299, da Escola de Engenharia, de segunda à sexta-feira, de 8h às 12h e de 14h às 17h. Também serão aceitas inscrições via correios, desde que postadas até 25 de janeiro. Informações pelo telefone 3409-6666, e-mailposcctn@nuclear.ufmg.br ou por este site


fonte :  www.planetauniversitario.com